• SINDICATO DO COMÉRCIO VAREJISTA DE FLORES E PLANTAS ORNAMENTAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO

02/12/2020 - As floriculturas na fase amarela

Por enquanto, não há obrigatoriedade de fechar estabelecimentos. A fase 3 (amarela) é de restrições à flexibilização, o que significa horários e capacidade de atendimento reduzidos, mas não suspensos. Entretanto, os prefeitos têm autonomia para decidirem se vão ou não obedecer às regras do plano. A Prefeitura do Município de São Paulo ainda não se pronunciou.

Haverá algum tipo de turno para o funcionamento do comércio de rua e dos shoppings, como houve em junho?

Não, mas estabelecimentos comerciais terão horário de funcionamento restrito a 10 horas por dia e têm autonomia de dividir esse tempo entre dois turnos de cinco horas. O atendimento também passa a ser restrito para apenas 40% da capacidade total de ocupação. Em shoppings, as praças de alimentação são permitidas, mas com intervalos entre os assentos e respeito ao distanciamento social mínimo de 1,5 metro.

As medidas  afetam o comércio lojista

O Sindiflores lamenta as medidas restritivas impostas novamente ao comércio da Capital. Todos estamos engajados no combate à pandemia e na orientação aos comerciantes e clientes no cumprimento das regras sanitárias.

Desde o início da liberação de suas atividades, as floriculturas investiram recursos na compra de materiais sanitários, de proteção e prevenção contra a Covid-19, e cumprem os protocolos assinados pelo Sindiflores, que estabelece as condições de atendimento e orientação ao público e clientes.

Entendemos que medidas precisam ser tomadas para evitar aglomerações. Porém, as floriculturas não podem ser penalizadas, pois a maioria das aglomerações está em eventos sociais, em total desrespeito às orientações das autoridades.

Observamos também que o comércio ilegal (ambulantes e marreteiros) continua funcionando à pleno vapor. Esse sim, causando aglomerações e, muitas vezes, sem respeito algum às regras de higiene sanitária. Inclusive, esse comércio nunca parou de atuar, até mesmo pelos mais de 80 dias em que as lojas permaneceram fechadas.

O comércio lojista está fragilizado neste momento e as empresas que sobreviveram até agora correm o risco de fechar. Estamos com os prazos de pagamento de impostos vencendo, com pagamento de 13º salários, férias de funcionários, pagamentos integrais de aluguéis de lojas de rua e de lojas satélites, e o comércio em geral ainda apresenta faturamento baixo e vendas fracas.

O Sindiflores continua seu trabalho de orientação e ajuda às empresas, bem como na conscientização de nossas autoridades.